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Chapa do PT à Câmara Federal terá 25 candidatos

JOAO DA COSTA_Foto Divulgação-PCR

Encerrou-se na última quarta-feira o prazo para inscrições de petistas que pretendem disputar vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal nas eleições de outubro próximo. Inscreveram-se 28 candidatos a deputado estadual e 25 a deputado federal.

No entanto, somente no dia 18 de maio é que o partido irá reunir-se para decidir se vai para o “chapão” do PTB ou se disputa as vagas, isoladamente.

Dentre os novos candidatos a estadual, destacam-se Isabel Cristina, Oscar Barreto, Osmar Ricardo, Prazeres Barros, Rogério Menezes, Rosa Quidute, Roselane Dário e Sérgio Goiana.

Para federal, destacam-se: o ex-prefeito João da Costa, o ex-vereador Mozart Sales, o ex-vereador Dilson Peixoto e o ex-prefeito de Belo Jardim Fábio Galvão.

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Senado dá o pontapé para o aumento do “caixa dois” nas campanhas eleitorais

Plenário do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem um projeto de lei que veda a doação de recursos por empresas privadas para o financiamento de campanhas eleitorais.

O texto aprovado é terminativo, o que significa dizer que vai direto para a Câmara Federal, caso nenhum senador peça vistas para reanalisá-lo.

O relator do projeto, senador Roberto Requião (PMDB-PR), propõe a proibição do recebimento, por partidos e candidatos, de recursos financeiros oferecidos por pessoas jurídicas “de qualquer natureza ou finalidade”.

Segundo ele, o sistema de contribuições para as eleições em vigor no Brasil aumenta as diferenças sociais e é um reconhecimento da “legitimidade da influência do poder econômico no processo eleitoral e, por consequência, no resultado das eleições”.

O projeto foi aprovado uma semana após a maioria dos ministros do STF ter posicionado contrariamente à doação de recursos por empresas para campanhas eleitorais (o que vai aumentar o chamado “caixa dois” já que no Brasil não existe ainda o financiamento público das campanhas).

A votação foi interrompida por um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes.

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Senado aprova projeto com outras regras para criação de novos municípios

valdir-raupp-foto-moreira-mariz-agência-senado

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem (16) um projeto de lei complementar que estabelece novas regras para a criação de municípios.

A proposta foi fruto de um acordo dos congressistas com o Palácio do Planalto para que não fosse derrubado o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), aprovado em outubro do ano passado.

Pelos cálculos da Folha de São Paulo, o projeto aprovado em 2013 abria caminho para a criação de 188 novos municípios.

Já o novo texto que acaba de ser aprovado na CCJ prevê a criação de, no máximo, 130 novas cidades.

Seguindo orientações do governo, o relator Valdir Raupp (PMDB-RO) estabeleceu que a população mínima exigida para a criação de um novo município passasse de 12 mil para 20 mil habitantes nas regiões Sul e Sudeste.

No Nordeste, esse número que no texto vetado por Dilma era de 8,4 mil, agora será de 12 mil.

As regiões Centro-Oeste e Norte tiveram mantidas a exigência de 6 mil moradores para a criação da cidade.

O novo projeto também reduz de 10% para 3% da população dos municípios envolvidos o número de assinaturas necessárias para dar início ao processo de fusão ou incorporação.

Além disso, amplia de 10 para 12 anos o período durante o qual fica vedada a realização de novo plebiscito no caso de o resultado da primeira consulta ter sido rejeitada pela população.

O texto aprovado na CCJ ainda precisa passar pelo plenário antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

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Eduardo Campos inicia maratona pelo interior de São Paulo

EDuardo Campos - foto aluísio moreira_SEI

Desconhecido por mais de 40% dos eleitores brasileiros, o pré-candidato do PSB a presidente da República, Eduardo Campos, iniciou ontem por Campinas uma maratona de visitas ao interior de São Paulo, Estado que responde sozinho por cerca de 20% do eleitorado nacional.

Ele foi recebido na cidade pelo prefeito Jonas Donizette, que é filiado ao PSB mas tem uma forte ligação política com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), eleitor de Aécio Neves.

Foi o segundo compromisso do ex-governador após o anúncio em Brasília na última segunda-feira de que a ex-senadora Marina Silva será o vice da chapa.

O primeiro foi uma palestra no Rio de Janeiro para estudantes da Universidade Estácio de Sá.

Em Campinas, o ex-governador participou de um encontro com dirigentes do PSB da região.

No próximo dia 22, ele percorrerá algumas cidades da região Sul, começando por Florianópolis e Chapecó (SC).

“Nossa meta é tentar, até junho, percorrer as 150 maiores cidades em todos os Estados, ora só com Eduardo, ora só com Marina, ou com os dois. O objetivo é ter uma abordagem com a comunidade regional porque uma agenda só de capital não leva a mensagem para o interior, para as cidades-polo”, afirmou o líder do partido na Câmara, Beto Albuquerque (RS), um dos coordenadores de campanha do partido.

Segundo maior colégio eleitoral brasileiro, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais também deve ser visitado pelo pré-candidato do PSB no início de maio.

A previsão é que ele compareça no dia 3 à Expozebu, uma das maiores feiras da região e parada obrigatória de concorrentes ao Palácio do Planalto, que será realizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

No mesmo dia, o pré-candidato do PSB deve participar de uma reunião com integrantes da legenda em Uberlândia, na mesma região, e no dia 5 em Belo Horizonte.

“Agora, é concluir os dois encontros regionais que estão faltando na Região Norte e no Centro-Oeste. Depois disso, a gente vai colocar o Eduardo na estrada. Já estamos trabalhando algumas agendas em Minas, principalmente no interior do Estado”, afirmou o deputado Júlio Delgado (MG), presidente estadual da sigla em Minas.

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Ex-governador não passa mão na cabeça de Clementino Coelho

Clementino Coelho - divulgação

O ex-governador Eduardo Campos disse ontem em São Paulo que se o ex-presidente da Codevasf, Clementino Coelho, tiver de fato culpa no cartório por envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff deve ser responsabilizado por isto porque a lei no Brasil vale para todos.

Clementino é irmão do ex-ministro e pré-candidato a senador, Fernando Bezerra Coelho (PSB), que ontem inclusive divulgou nota negando ter indicado o nome dele para ocupar aquele cargo.

“Essa pessoa (Clementino), que é parente de um filiado do PSB (Fernando), deve prestar todos os esclarecimentos (à Polícia Federal e à Justiça). Ela não tem nenhum envolvimento com o PSB. Se fez algo errado, tem que ser punido como qualquer outro”, disse o ex-governador.

Eduardo Campos acrescentou que Clementino estava na Codevasf desde 2003 (primeiro governo do presidente Lula) quando pertencia ao PPS.

“Quando Fernando Bezerra chegou (ao governo de Dilma), o irmão teve que sair por força da legislação brasileira”, explicou Eduardo Campos.

Lembrou também que Fernando Bezerra era prefeito de Petrolina em 2003 quando Clementino foi candidato a deputado federal, perdeu a eleição e acabou convocado para a Codevasf.

“O PSB foi o partido que viabilizou a CPI da Petrobras. Nós fizemos isso exatamente para que a sociedade possa ver tudo apurado, doa a quem doer, toque em quem tocar. A lei é para todos. Eu quero que a Polícia Federal apure, que o Ministério Público apure e que a Justiça julgue. Se ele (Coelho) tiver culpa, ele tem que ser punido severamente”, afirmou Eduardo Campos.

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CPI da Petrobras só depois da Semana Santa

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Ficou para depois da Semana Santa o desfecho da queda de braço entre governo e oposição pela instalação da CPI para investigar irregularidades no âmbito da Petrobras.

O requerimento da oposição pede que a Petrobras seja investigada no que se refere à compra da refinaria de Passadena, nos Estados Unidos, e a contratos para a construção de plataformas de petróleo.

Já os governistas apresentaram requerimento semelhante pedindo que sejam investigadas, também, irregularidades na compra dos trens dos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal, e em contratos do Porto de Suape (PE).

“Defendemos a imediata instalação da CPMI da Petrobras, sem a inconstitucional ampliação pretendida pela maioria governista”, disse o líder do DEM na Câmara Federal, deputado Mendonça Filho (PE).

Já o deputado Afonso Florence (BA) afirmou que o requerimento da oposição apresenta fatos desconexos que, “apontados em conjunto, demonstram que o objetivo é fazer uma investigação generalizada, afrontando o devido processo legal e o princípio do contraditório”.

Na sessão do Congresso da última terça-feira, o presidente Renan Calheiros adotou o mesmo procedimento que já tinha sido usado no Senado, onde também foram apresentados dois requerimentos distintos pela criação da CPI.

Renan recebeu as “questões de ordem” e prometeu o desfecho do caso para depois da Semana Santa.

Ele disse que se os dois questionamentos forem iguais aos do Senado a sua decisão será a mesma: instalar a “CPI ampliada” como defende o governo federal.

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Prefeitos já mostram preocupação com o salário mínimo de 2015

José Vanderley - brejinho

Prefeitos pernambucanos de pequenas cidades, como José Vanderley (PSB) do município de Brejinho, já mostram preocupação com a proposta do governo federal de elevar o salário mínimo para R$ 780,00 a partir de janeiro de 2015.

Não que seja “um grande dinheiro”, afirma o prefeito. “Mas porque o salário mínimo no Brasil é pouco para quem recebe mas muito para quem paga”.

Como a maioria das prefeituras para salário mínimo a 80% dos seus servidores, qualquer reajuste dado pelo governo tem um grande impacto na folha de pessoal.

No projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que o governo enviou para o Congresso, o salário mínimo passará dos atuais R$ 724,00 para R$ 779,79 a partir de janeiro de 2015.

O cálculo do governo considera a inflação de 5,3% pelo INPC estimado para este ano, mais a expansão de 2,28% do Produto Interno Bruto em 2013.

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O medo que faz é a greve da PM da Bahia chegar a Pernambuco

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Policiais militares da Bahia reuniram na madrugada desta quinta-feira e decidiram continuar a greve (ou motim?) iniciada no final de semana em protesto pelo fato de o governador Jaques Wagner (PT) não ter aceitado suas reivindicações.

Segundo o líder do movimento, vereador Marco Prisco “o governo não cedeu e a greve continua”.

O governo afirma que as reivindicações das associações que representam os policiais “ultrapassam o limite orçamentário do Estado”.

Pelas contas da Secretaria da Fazenda, todos os itens apresentados pelos policiais, se fossem atendidos, significaria um gasto adicional de R$ 600 milhões/ano.

O Tribunal de Justiça da Bahia declarou a ilegalidade da greve, mas os policiais não retornaram ao trabalho.

Enquanto isso, foram registradas nas últimas 24h 19 assassinatos em Salvador e 16 em Feira de Santana que é a maior cidade do interior do Estado.

O medo que faz é essa greve dos PMs da Bahia “contaminar” as outras corporações nordestinas, a exemplo do que ocorreu em 97 quando Miguel Arraes era governador de Pernambuco.

Um dos líderes da greve à época foi o hoje deputado estadual Alberto Feitosa (PR), que é major da PM.

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Ex-ministro de Dilma está morrendo vítima de câncer na cabeça

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O deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), que foi ministro da Agricultura da presidente Dilma Rousseff, pediu aposentadoria da Câmara Federal por invalidez.

Ele se licenciou do cargo em 2013 para tratar-se de um câncer e foi substituído pelo suplente Eliseu Padilha (PMDB).

Como o câncer (na cabeça) avançou muito nos últimos dias, ele resolveu requerer aposentadoria por invalidez para deixar o benefício para a família.

Mendes Ribeiro tem 59 anos de idade e perdeu a batalha contra um câncer no cérebro, que o deixou impossibilitado de exercer o mandato.

Além de ter feito três cirurgias, ele se encontra bastante debilitado devido às sessões de quimioterapia a que se submete regularmente.

Mendes Ribeiro defende o apoio do seu partido à reeleição de Dilma Rousseff (PT), enquanto velhos companheiros de partido como o senador Pedro Simon trabalham por uma aliança com Eduardo Campos (PSB).

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Nada de novo no “front” nesta nova pesquisa do Vox Populi

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Pesquisa do Vox Populi/Cara Capital divulgada ontem revela que a presidente Dilma Rousseff (PT) continua liderando a corrida eleitoral para a Presidência da República nas eleições de outubro próximo.

Ela tem 40% de intenções de voto, ante 16% do senador Aécio Neves (PSDB) e 8% do ex-governador Eduardo Campos (PSB).

Em relação à pesquisa anterior desse mesmo instituto, Dilma caiu 1 ponto percentual (tinha 41%), Aécio também caiu 1 (tinha 17%) e Eduardo Campos subiu 2 (tinha 6%).

O quarto colocado é o pastor Everaldo Pereira (PSC) com 2% das intenções de voto.

Levy Fidélix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), José Maria Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram.

Votos brancos e nulos totalizam 15% e não sabem ou não quiseram responder 18%.

O Vox Populi ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios de todos os Estados, menos Roraima e Distrito Federal entre os dias 6 e 8 deste mês.

A margem de erro da pesquisa, que está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00075/2014 e de 2,1 pontos percentuais, para cima ou para baixo.